terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Qual a melhor caixa acústica ?

Muitas vezes me deparo com uma pergunta, daqueles que querem aprimorar o som em seu auditório. Qual o melhor sistema de caixas acústicas para nosso auditório ?



Selada, Dutada, Passa Bandas, Cornetada, Trapezoidal, FullRange, Line Array, Passiva ou Amplificada? 



Em primeiro lugar, antes de se decidir que tipo de caixa acústica será mais adequada, é imprescindível que um projeto seja feito antes de qualquer coisa. Falo do projeto arquitetônico e acústico. Mas como sabemos na maioria dos casos esse tipo de projeto não foi pensado antes da construção,  ou,  o que é mais comum, uma sala (ou salão) foi adaptado para se tornar um auditório. Nesse caso ainda antes de se pensar no projeto de som, é necessário se fazer pequenas adaptações acústicas, que ajudarão no resultado final na projeção do som pelas caixas acústicas. Depois que ajustes e adaptações acústicas já tiverem sido feitas, só então é que se poderá iniciar um projeto para colocação das caixas acústicas.
Infelizmente não existe uma caixa de som mágica capaz de se adaptar a qualquer ambiente. É claro que houve uma evolução significativa na construção dos alto-falantes, permitindo que  mesmo nos mais diversos tamanhos, e a tendência é a de miniaturização, se consiga altos níveis de SPL sem correr o risco de queimá-los, e permitindo uma projeção bem maior vertical e horizontalmente, além de uma cobertura maior do espectro de freqüências. Mas voltando ao ponto inicial é necessário se fazer um projeto onde vários aspectos devem ser contemplados como: dispersão vertical e horizontal, distância alcançada pela projeção do som, número de pessoas a ser atingidas pelo som, e voltando ao início as reflexões causadas pelas paredes e tetos,  que não foram contempladas no projeto acústico se é que ele foi feito.
A conclusão que chegamos é; cada auditório necessita de um projeto específico para se definir quais e onde serão colocadas as caixas acústicas.
Em meus estudos, ouvindo especialistas e acompanhando as tendências, tenho observado que as caixas acústicas no padrão Line Array, são as que melhor se adaptam a maioria dos ambientes. Esse sistema, devido ao seu excelente controle de dispersão vertical, projeta toda a energia sonora, SPL, dirigindo-a para platéia, e muito pouco para as superfícies reflexivas, como chão e teto. Pensando dessa forma o som enviado por esses tipos de caixas acústicas chegará ao público com a menor influência possível do ambiente.

Concluindo, "cada caso é um caso!" O ideal é que antes de construir o auditório, se inclua no projeto arquitetônico, o projeto acústico, levando em conta não só a acústica interna, mas também o isolamento externo, para não incomodar os de fora e nem ser incomodado pelos ruídos externos. Depois desse ponto inicial, ai sim, um bom profissional deve ser consultado para formular o projeto do sistema de som que melhor se adéque ao seu ambiente.

Até a próxima,

Samuel Mattos

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sistema de retorno com fones de ouvido.

BATERIA VIRTUAL/ELETRÔNICA OU ACÚSTICA.

São quase que eternas as discussões sobre o uso da bateria acústica em ambientes, não tratados acusticamente, como teatros, igrejas, salões de festa, etc.
Não quero entrar no mérito da discussão, no sentido de dar uma opinião pessoal sobre qual é melhor ou pior, já que como não sou baterista, não posso dar minha opinião como usuário, mas somente como ouvinte, ou aquele que tenta através de microfones, reproduzir o melhor possível o som produzido por este instrumento.
Sei que existem baterias acusticas que recebem em sua construção materiais escolhidos a dedo, entre madeiras específicas, péles, plásticos e metais de primeiríssima qualidade, visando obter o melhor som destes materiais e que seus construtores fazem o melhor possível para criar sons incríveis.
Do outro lado as baterias eletrônicas que surgiram nos anos 80 com sons sintetizados e mais parecendo som de robôs do que reproduzindo o som de uma bateria real, tem evoluído muito, e através do sampleamento de sons reais tem a cada novo modelo se tornado, para aquele que não sabe, se é uma bateria de verdade ou não, com relação ao seu som. É muito difícil, para não dizer quase impossível saber somente pela audição de uma música, se naquela gravação foi usada uma bateria acústica ou eletrônica.
Entendo que alguns bateristas dizem que a sensibilidade na hora de percurtir a baqueta no instrumento é diferente da pele, ou nos pratos, de uma bateria real, mas gostaria de me ater a um ponto: o objetivo para o qual o som será produzido pelo instrumento.
Como citei no início, nem sempre o local onde a bateria será tocada é um ambiente tratado acusticamente. Como se trata de um instrumento percursivo e seus sons dependem do modo como o músico "bate" nele, as reflexões e ganhos obtidos pelo ambiente, pode produzir sons e ruídos, totalmente indesejáveis e diferentes daquilo que o baterista gostaria de produzir. Entendo que é muito importante que o volume produzido por qualquer instrumento em uma banda esteja equilibrado com relação aos outros, e que somente em determinadas ocasiões um deles se sobresaia. Vejamos os outros instrumentos: a guitarra tem um controle de volume, o mesmo para contrabaixo e teclados, instrumentos de sopro, violão, etc, sem falar nas vozes, são reproduzidos por microfones que são controlados por uma mesa de som. Somente a bateria e a percursão, estão sujeitas a sensibilidade do baterista e percursionista. No caso da bateria eletrônica, o volume que sai dela pode ser controlado pelo operador de som assim como os microfones, ou qualquer outro instrumento que esteja conectado na mesa de som.
Concluindo, é preciso pensar no todo, ou seja, na acusitica da sala, no volume geral da banda, nos que estão próximos da bateria. Como o próprio nome diz, estamos falando de um Conjunto que toca junto e para isso é preciso haver harmonia. Deixemos de pensar em nosso gosto ou satisfação pessoal na hora de tocar, mas no todo, no benefício que se obterá na reprodução para um público grande, que deverá receber com clareza e equilíbrio o que se está cantando, e os instrumentos, cada um em seu lugar, criando aquele ambiente harmonico e agradável aos ouvidos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sistema de Retorno com Fones de Ouvido, continuação.

Sistema de monitoração de Palco Roland via Fones de Ouvido - M-48







A M-48 é a nova geração em monitoração pessoal ao vivo, oferecendo aos músicos a flexibilidade de controlar exatamente o que se quer ouvir durante as performances.


Ele proporciona alta qualidade sonora na monitoração, tanto para fones de ouvido quanto para monitores convencionais amplificados, tornando-se ideal para performances ao vivo e gravações em estúdios.


O desenvolvimento do "REAC Embedded Power" transfere a alimentação e os 40 canais de áudio para o M-48 por meio de um único cabo de rede CAT5e – simplificando drasticamente as conexões e cabeamentos no palco. Conexões de saída de fone P-2 e P-10 estéreo estão disponíveis.


REAC (Roland Ethernet Audio Communication) é uma tecnologia de transferência de áudio digital original da Roland, de baixíssima latência e alta qualidade.
A tecnologia REAC está baseada no protocolo Ethernet de comunicação de rede, trabalha em 24 bits/96kHz com transferência de 40x40 canais e envia digitalmente o áudio por um meio físico leve, barato e de fácil instalação (cabos de rede CAT5e e conectores padrão RJ45). A tecnologia REAC é imune à indução externa, à degradação de qualidade e a ruídos existentes tipicamente em cabos analógicos. O protocolo REAC possibilita maior liberdade de instalação, resultando em baixo custo e melhoria na qualidade sonora das instalações.


O M-48 pode ser facilmente instalado num pedestal de microfone utilizando o suporte incluso. Ele foi desenhado com um suporte para o fone de ouvido e um aparador para se colocar um lápis ou um gravador portátil.





Informações Roland: http://roland.com.br/products/details/200038/features/


Outro sistema muito utilizado nos últimos dias é sistema AVIOM


Superfície de Controle Remoto

      

O Aviom A-16R Mixer pessoal é uma versão em rack da A-16II. Com saídas de áudio esquerda e direita balanceadas separadas, além do fone de ouvido do painel frontal, o A-16R simplifica as conexões se você está monitorando através de cunhas sem energia ou sem fios no ouvido Como o A-16II, a Aviom A-16R permite que cada performer para criar uma mixagem de monitor totalmente personalizado, adaptado às suas necessidades individuais. O A-16R dá cada músico controlo totalmente independente em relação ao volume e pan de até 16 canais, assim como tons mestre e volume. Cada misturador também pode armazenar 16 mixes como Presets. áudio é retirado de um console existente, usando uma combinação de até 16 saídas diretas, encartes, auxes ou grupos. Estes canais dezesseis são enviados para um módulo de entrada Pro16, como o AN-16 / i, e, em seguida, são distribuídos para um número ilimitado de Misturadores pessoais utilizando cabos Cat-5e. Misturadores pessoais podem ser encadeados ou conectados em paralelo usando um A-Net Distribuidor. 


 






Conexões paralelas também permitem que a energia seja fornecida aos misturadores sobre o cabo Cat-5e. Na maioria dos casos, o mixer de áudio A-16R será colocado para fora do palco em um rack, juntamente com amplificadores e unidades do transmissor. Ao adicionar a superfície de controle A-16CS para o sistema, você pode controlar remotamente a partir de seu mix no palco.


Características

•Mixer estéreo de montagem em rack de 16 canais  

•Totalmente pan ajustável por canal

•Saídas de nível de linha balanceadas (XLR e TRS)

•Insere estéreo balanceadas (TRS)

•Fone de ouvido do painel frontal

•Remoto controlado via A-Control

•MIDI Remote mistura através de comandos MIDI padrão

•Dezesseis locais predefinidos para armazenar mixagens personalizadas

•Os canais podem ser solados, silenciado, ou agrupadas

•Dezesseis botões de seleção de canais com Dual LEDs

•Controle Pan / Espalhe com leitura LED

•Controle de volume do canal com leitura LED

•Volume principal, agudos e graves controles

•Mix Stereo In com controle de volume no painel frontal A-16R para montagem em rack pessoais


Especificações Mixer:

•Digital para analógico conversão Profundidade de bits: 24 bits

•Signal to Noise Ratio: Referenciado a 0dB,-103dB

Controles de tom:

•Treble + / - 12dB em 9kHz prateleiras

•Baixo + / - 12dB a 160Hz prateleiras

•Headphone Impedância Faixa: 30 - 600 ohms

•Saída de Headphone: impedância; 140 ohms

•Impedância: INSERT SEND / equilibrada Saída de linha: - 430 ohms

•Limites Máximos: Linha / Headphone saídas +20 dBu

•Insira Send / Return: Volume Post-EQ, Pré-Master

•Enviar Nível de saída: máximo +20 dBu

Misture em:

•Entrada ohms de impedância 55k

•Pré-EQ •Nível máximo de entrada: +20 dBu

•Dimensões: 1.75 "de altura (1U) x 7.5" profundamente

•Peso: 6,5 lbs

Informações: http://www.aviom.com/   



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Gastei um tempo scaneando os CD´s que participei como técnico de gravação, mixagem ou masterização!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Passado e presente.

É interessante como existem
muitas igrejas que ainda
possuem o básico do básico
em termos de equipamentos
de som. Algumas delas me
procuram para um novo
projeto, mas não tem a
mínima noção sobre custos
e possibilidades. Enquanto
algumas igrejas possuem o suprassumo do áudio, outras ainda estão na base da caixa amplifcada ( das mais simples ) e do microfone. E olha que hoje esta muito mais acessível um equipamento básico do que há 15
anos atrás. Mas não dá pra fazer milagre, existe um investimento mínimo, e muitos não estão dispostos a
investir. Consequência - som ruim !

quinta-feira, 22 de abril de 2010

15 - Gravações 1

Há algum tempo atrás conseguir fazer uma gravação de qualidade era uma verdadeira aventura. Fitas, gravadores de CD, vídeos VHS, MD, DAT, uma dezena de formatos e mídias. O resultado final na maioria dos casos deixava a desejar em termos de qualidade. No início desta década, porém uma revolução ocorreu devido a popularização da informática multimídia. Os famosos PCs, se tornaram poderosas ferramentas de trabalho multimídia e melhor ainda, com um preço accessível. Hoje qualquer computador básico tem capacidade para processar e armazenar arquivos de áudio ou vídeo com facilidade. É lógico que ainda dependemos de boas interfaces entre a captação e o computador, essas interfaces são equipamentos que recebem o áudio ou o vídeo e comunicam-se com o computador. Normalmente essa comunicação utiliza o padrão USB muito comum na maioria dos computadores. Com tudo isso, estou querendo dizer que se você quer gravar palestras, bandas corais,etc a maneira mais prática e barata de se fazer isso é usando o computador. Muitas mesas de áudio e até câmeras já possuem uma porta de comunicação, como a USB, onde se pode conectar diretamente ao PC e sair gravando. Com o material já gravado e dentro do computador fica fácil mixar, editar colocar efeitos e gravar CDs ou DVDs para serem duplicados posteriormente. Existe um grande número de softwares disponíveis, alguns até gratuitamente, para se trabalhar com áudio ou com vídeo no computador. Sobre esses softwares vamos falar em outra oportunidade.

Samuel Mattos

Samuel Mattos Abril/2010

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

014 - Porque estudar áudio ?

Toda vez que alguém me diz que esta se interessando em áudio, a primeira pergunta que faço é: Você tem ouvido música ? É essencial que o candidato a ser um futuro operador de som saiba entender os princípios que envolvem a teoria musical, como melodia, harmonia, rítimo, timbres, dinãmica, etc. E como se faz isto? Ouvindo música!
Costumo recomendar que se ouça, principalmente, música clássica, com um bom fone de ouvido. Ai se encontram todos os itens necessários para que se comece a perceber os detalhes de uma música. O candidato deve-se colocar no lugar do maestro. Ele é o responsável por conduzir os vários instrumentos com harmonia, dinãmica, andamento, e principalmente saber se cada músico esta tocando seu instrumento da melhor maneira possível.
Não parece ser uma tarefa fácil, mas a função do operador de áudio, assim como o do maestro, é ouvir separadamente cada instrumento, como se pudesse separá-los uns dos outros, e nossa mente, trabalhando em conjunto com nossos ouvidos, é perfeitamente capaz de fazer isso, e assim perceber cada nota do tal instrumento. O que estou querendo dizer é que, nosso ouvido trabalhando junto com nosso cérebro, precisa de treinamento, para que nos acostumemos com cada timbre, e para isso é preciso ouvir, e ouvir, muita música boa. Cada instrumento tem um timbre característico, você sabe que houve um piano, porque sua mente já conhece o timbre de um piano. Este timbre faz parte da soma de uma gama de frequências, por isso é importante treinar seus ouvidos para reconhecer estas frequências. Recomendo se puder que se consiga um equalizador gráfico, e reproduzindo através dele à música, vá alterando cada frequência aos poucos, e assim irá percebendo as mudanças que cada uma provoca no som.
Você pode começar a treinar seus ouvidos, agora mesmo. É só fechar seus olhos e tentar interpretar cada som que houve; o veículo que passa ao longe, é pequeno ou grande? Um pássaro que canta, um cão que late, pessoas conversando, etc.
Existem várias escolas no Brasil, que habilitam pessoas para operar diversos equipamentos, porém algo que só você pode fazer, é, treinar seus ouvidos para interpretar os mínimos detalhes dos diversos tipos de sons existentes no universo, sejam eles naturais ou não.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

13 - Retorno

Já falamos aqui superficialmente sobre retorno ou monitoração de palco, agora quero aprofundar mais o tema, apresentando diferentes maneiras de enviar o áudio da mesa de som aos músicos e cantores.
O principal motivo de se mandar retorno de áudio ao palco, é oferecer aos músicos e cantores a oportunidade de ouvir melhor o som que estão produzindo. Como o sistema de som principal envia o áudio diretamente ao público que esta de frente ao palco, aqueles que produzem o som precisam de um sistema que lhes proporcione ouvir, sem atrasos, reverberações e etc, o áudio de volta. A maneira clássica de se fazer isso é colocar os retornos de chão, que são caixas especificamente desenhadas para ficar no chão, apontadas para o músico ou cantor. Estas caixas deverão reproduzir o som enviado por uma mesa de som, específica para retorno, ou através da mesa de som principal, utilizando-se de uma das vias de auxiliares.
Em um sistema profissional, utilizam-se várias vias, com várias caixas, onde cada caixa poderá reproduzir uma mixagem específica, por exemplo: o cantor solo, pode querer ouvir em sua caixa de retorno, sua voz em primeiro plano, o back-vocal mais baixo, o piano, e o resto do instrumental bem ao fundo, ou em outro exemplo o baterista, vai querer ouvir em seu retorno somente o contrabaixo e a voz solo. Resumindo, em um sistema profissional, pode-se enviar qualquer som, a qualquer caixa de retorno independente uma da outra.




Retorno de Chão Eletrovóice




Já faz algum tempo, começou-se a substituir as caixas de retorno de chão, por fones de ouvido, com ou sem fio. As principais diferenças entre o sistema com ou sem fio são as questões de mobilidade e também o preço. A principal vantagem do sistema de retorno por fones, é a diminuição drástica do volume de som no palco. Imagine que a soma do som produzido por várias caixas de retorno, mais o som dos amplificadores dos instrumentos (cubos), mais o som produzido pela bateria, tudo isso somado, eleva o nível de ruído no palco a níveis altíssimos.
Gostaria de abrir um parêntese aqui, para comentar algo importante sobre os amplificadores de instrumentos. Sem dúvida eles são importantíssimos para que o músico encontre a sonoridade ideal para o seu instrumento, porém, em nome do conjunto, formado por vários instrumentos, vozes e percussão, o guitarrista, baixista, tecladista, devem abrir mão do seu amplificador(cubo), utilizando-se de um bom retorno por fones, para que o volume total no palco seja agradável à todos, interferindo o menos possível no som que vai ao púbico. já observei em várias ocasiões, que o nível de som no palco era tão, ou mais alto que o som enviado ao público (PA).

Retorno de Fone com Fio


Vamos a um exemplo prático, imaginemos um grupo musical constituído de Bateria, Contrabaixo Elétrico, Guitarra Elétrica, Violão Acústico, Flauta, e Instrumentos Clássicos como Violinos, além das vozes. Fica muito claro aqui que os músicos que tocam o Violão, a Flauta e os Violinos terão muita dificuldade em ouvir seu instrumento, se o outros instrumentistas ouvirem os seus em amplificadores individuais, em volume alto. Agora se todos usarem fones, cada um poderá ouvir seu instrumento em primeiro plano, melhorando sua perfomace, e além de poder ouvir uma mixagem específica dos outros instrumentos, sem ninguém atrapalhar um ao outro. Lógicamente temos o som produzido pelos instrumentos de percurssão, principalmente a bateria. O ideal neste caso, é que o baterista não use muita força nas batidas, e que seja providenciado um aquário de isolamento, em muitos casos, utilizam-se, as baterias com pads eletrônicos, que não produzem som acústico mas somente aqueles enviados ao sistema principal e aos fones, atualmente algumas dessas baterias eletrônicas com pads produzem um som tão real, que dificilmente se percebe a diferença do som de uma bateria acústica, lógico que deve haver um tempo de adaptação do músico com o instrumento.
Um outro sistema bastante utilizado como retorno e monitoração, é o Side Fill, ou Sistema Lateral, onde duas ou mais caixas grandes, são colocadas voltadas para o palco, como se fosse um PA de retorno, esse sistema se destina a proporcionar aos músicos e cantores, a mesma sensação do som que esta indo ao público. Suas desvantagens são, a grande probabilidade de gerar microfonia, além do alto volume de som que produz no palco.
As questões ligadas ao monitoramento, volume de som, falta de retorno ao músicos tem gerado em muitos casos conflitos desnecessários que poderiam ser evitados com um projeto simples e básico de retorno e o principal a compreensão de todos os envolvidos, em se buscar o equilíbrio do áudio, seja no palco, seja no PA.
Samuel Mattos
samuel-mattos@hotmail.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

12 - Alto Falantes

Não adianta investir milhões em equipamento se o microfone não captar o som com clareza e naturalidade, o mesmo acontece com os alto-falantes, mesmo que o som passe por bons microfones e equipamentos, se na hora em que for reproduzido o alto-falante não tiver fidelidade, durabilidade, todo o seu som será comprometido. Os dois merecem cuidados especiais tanto na compra, como em sua conservação e manutenção, vamos estudar um pouco mais então os nossos amigos alto falantes.
Quando Thomas Edsom iniciou seus estudos no Fonógrafo em 1877, dava início a uma era que ainda não terminou, passando pelos primeiros registros de voz, até as fitas, lps, cds, dvds, gravação em computador, etc. O ser humano sempre terá a necessidade de registrar tudo, como observamos hoje em mídias digitais. O princípio do Fonógrafo se baseava no registro de áudio em um cilindro que fazia vibrar uma agulha e por conseguinte fazia vibrar uma membrana acoplada a um cone que amplificava os sons produzidos por vibração, esse mecanismo desloca o ar ao seu redor produzindo som. Assim aquele cone, que podia variar de um tamanho pequeno até um muito grande propiciava ao ouvinte o poder de reconhecer os sons que ele irradiava. Com o passar dos anos foram sendo aperfeiçoados os amplificadores eletrônicos que inseridos na cadeia, antes do cone possibilitavam um aumento significativo na corrente elétrica produzida, que enviada ao sistema eletromagnético, permitia um aumento no volume de som produzido. Um grande problema surgiu a partir de então, o sistema de bobina-móvel mais cone, precisava agora ser resistente o bastante para suportar a vibração e o calor produzido por este aumento de corrente elétrica. A partir daí os alto-falantes não pararam mais de evoluir.


Fonógrafo de Thomas Edsom


Os alto-falantes também conhecidos como "transdutores", são formados basicamente por um conjunto elétro-magnético acoplado a um cone. Sua função é transformar energia elétrica em acústica.
Basicamente os alto-falantes se dividem em três categorias – Woofers, Drivers e Tweeters. Os Woofers são os responsáveis pela reprodução das frequências graves, os Drivers pelos médios e os Tweeters são responsáveis pela reprodução das frequências altas, ou agudas, esta divisão depende um pouco do tipo de caixa acústica em que esses transdutores serão aplicados.
O estudo mais aprofundado das características de projeção do som, levou os pesquisadores a introduzir o uso de caixas de acústicas em conjunto com os alto-falantes. Percebeu-se que o uso destas caixas propiciava um ganho considerável, tanto em termos de volume como no espectro de frequências que se queria obter com determinado alto falante, percebeu-se também que os alto-falantes produziam som tanto em sua parte traseira, como na dianteira, isso provocava cancelamento de fases e perda de rendimento, daí a necessidade de se isolar a parte da frente da traseira do transdutor. Milhares de modelos diferentes de caixas acústicas foram desenvolvidas, levando em consideração principalmente a sua diretividade, ou seja qual seria o seu campo de cobertura. Entre os modelos construídos haviam caixas que melhoravam os graves, caixas refletoras, caixas "cornetadas", que projetavam o som a distancias maiores, modelos angulados que permitiam um ângulo de cobertura maior, drivers capazes de cobrir tanto frequências de médio altas até muito agudas, substituindo os tweeters, caixas de retorno, sem falar nos mais diversos materiais, como madeiras, resinas, plásticos, etc.
Até bem pouco tempo atras os alto-falantes queimavam com muita facilidade, hoje podemos dizer que com a introdução de novos materiais na fabricação, tanto na parte elétro-magnética, quanto na parte acústica dos alto-falantes, aumentou-se em muito sua eficiência e também a sua durabilidade, permitindo que os mesmos trabalhem por muitas horas, em condições extremas de calor, sem prejudicar seu funcionamento.
Em um projeto de sonorização de ambientes há inúmeras opções no mercado, sendo que para cada ambiente um tipo de alto-falante em conjunto com sua caixa acústica melhor se adequará. Existem profissionais especializados na aplicação de caixas acústicas e um bom estudo acústico do local se faz necessário antes da aquisição de qualquer modelo.

11 - Efeitos Psico_Sonoros

O tema que quero propor hoje é um pouco subjetivo, mas na prática este fenômeno ocorre o tempo todo com àqueles que de uma forma ou de outra lidam com áudio, trata-se dos efeitos psico-acústicos. Já deve ter ocorrido com você, minutos depois de entrar em um ambiente qualquer onde uma música estava sendo executada, você sente algo diferente; pode ser um restaurante, um supermercado, o barzinho, um aeroporto, o efeito é marcante. A primeira sensação que sentimos é de um pouco de desconforto (lógico que não estou falando de sons muito altos), isto é causado pelo tempo mínimo necessário que o nosso sistema auditivo precisa para se adaptar; à acústica do ambiente, ao tamanho ( eco, delay), a reflexividade das paredes ( as quais provocam muita ou pouca reverberação ), presença de ruídos ( máquinas, ventiladores, etc ), até a luminosidade influi.
Passados alguns instantes deste impacto inicial, seu sistema auditivo já esta completamente adaptado, ou seja, se você não é um profissional treinado para perceber e compreender essas coisas, você vai achar que elas nem estão mais ali. E é exatamente isso que diferencia você operador de áudio, das outras pessoas que vão ouvir o som que você esta controlando. O operador de áudio tem que levar em consideração os fatores psico-acústos que interferem na sua mixagem. O exemplo mais prático que podemos comentar é o da falta de pessoas no ambiente quando passamos o som, e depois quando o salão já esta cheio. Você regula tudo certinho mas, mais tarde, quando o salão esta cheio, o som soa totalmente diferente. Isto é natural porque em um ambiente vazio a reverberação é muito maior do que em um cheio. As frequências de agudos serão maiores no ambiente vazio do que em um cheio, até o calor e a umidade influenciam.
Lembre-se cada indivíduo vai reagir de um modo diferente ao som produzido, ainda temos aqueles que tem um ouvido mais treinado do que outros, uns com alguma deficiência, além é claro das questões de gosto particular. Parece complicado lidar com um número tão grade de fatores, mas aí entra sua experiência, o equalizador gráfico é um grande aliado seu, um pequeno ajuste para menos nos graves gerais, você tira a sensação de peso e impacto que pode não ser agradável aos mais idosos, um pequeno ajuste para mais nos médios poderão ressaltar os vocais das músicas que ninguém entende a letra, os agudos então, podem causar a sensação de agressividade ou nitidez aos ouvidos.
Não estou querendo dizer aqui que você deve alterar a todo momento sua curva gráfica, não, ela deve ser calibrada conforme a acústica do ambiente e também o tipo de cobertura sonora de suas caixas, mas, pequenos ajustes de 3dB nas frequências principais podem causar um efeito muito benéfico ao seu trabalho. Por isso ouça, ouça muito, treine seus ouvidos, tire o máximo de seus equipamentos, só assim você vai poder tornar agradável a audição das suas mixagens.


Samuel Mattos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

010 - Microfonando Bateria

Microfonando a Bateria
Quero falar hoje sobre um tema muito polêmico na maioria das igrejas que adotam a bateria como mais um instrumento dentro de uma banda. A bateria é um instrumento de percussão, ou seja ela precisa ser batida para que produza um som, dependendo do tamanho do ambiente e da força com que ela é tocada pode-se produzir altos níveis de ruído.
Uma pergunta que sempre me fazem é se ela deve ser microfonada ou não. Como eu estava dizendo o ambiente onde se esta tocando, influi muito no volume de som que ela irá produzir, salas com pouco material de absorção como tapetes, carpetes, cortinas, forração de teto, etc, tendem a refletir ainda mais o som emitido pela percussão. Já faz algum tempo em muitas igrejas começou-se a adotar um recurso para impedir que o som da bateria se propague pelo ambiente, é o chamado aquário. Uma caixa de vidro é montada, e lá dentro fica o infeliz músico. Sim, digo infeliz porque ele fica como um peixinho isolado, sendo então necessário o envio de retorno e a consequente microfonação do instrumento.
Existem várias maneiras de se microfonar uma bateria, em foma de X, onde dois microfones são apontados, cruzando-se um sobre o outro.






Em forma de Y, onde dois microfones são apontados um para esquerda outro para a direita mais ou menos a 45○( estes dois formatos servem somente para captação de forma geral da bateria, deixando de dar definição as peças do instrumento), ou então a forma clássica microfonando cada peça ( existem kits de microfones específicos para a bateria). Eu particularmente, independente da forma, costumo nunca deixar de colocar um microfone no bumbo, independente de ser X, Y, ou mcrofonaçâo completa, pois considero o grave produzido por esta peça, muito importante para formação do espectro de áudio, dando peso e equilíbrio ao som geral do sistema.






Para àqueles que consideram essencial a participação do instrumento de percussão na banda e que não dispõe do músico ou de espaço, existe a opção de baterias eletrônicas programáveis ou não. A vantagem deste equipamento no nosso caso, consiste no maior controle que teremos sobre os níveis de áudio produzidos, porém a maioria dos músicos discorda desta posição.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

009 - Mesas Digitais

Tenho recebido alguns e-mails, me perguntando sobre mesas digitais, e hoje gostaria de falar um pouco sobre esse tema. Realmente o mundo digital, tomou conta de varias áreas em nossa sociedade. Na medicina, na telefonia, na indústria, no estúdio onde trabalho, e também nos sitemas de som voltados a alcançar grandes públicos, até os equipamentos de som estão se digitalizando. Quem poderia imaginar um microfone digital, isso mesmo, já existe sim, o som captado pela membrana, é dentro do corpo do microfone, transformado em digital e ai até a mesa de som o sinal segue sem perda alguma. Já existem até modêlos USB, que podem ser conectados diretamente ao compudor, mas o como já disse o nosso têma hoje é mesas digitais.

Confesso que relutei por alguns anos a reconhecer que esse era um caminho sem volta, percebi que eu realmene precisava adquirir conhecimeno nesta área. Já lidava com softwares dedicados à gravação em estúdio com mesas virtuais utilizando-se de um mause e assim manipulando o sistema, porém agora a coisa seria material, botões, faders, tudo ali de um jeito que eu podia tocá-los, porém com uma grande diferença; lá dentro, era um software que controlava tudo, ou seja cada botão que eu girava ou apertava, éra um comando para que o software agisse.

As vantagens são inúmeras, processamento, ecos, reverbs, compressores, equalizadores, gates, tudo em abundãncia, ao girar de um botão, sem falar nas memórias de cena, ou seja, você ensaia uma banda ajusta, equaliza, e salva ! Pronto pode ensaiar uma outra banda totalmente diferente, que, quando precisar é só chamar àquela cena anterior que tudo volta como estava. Um dado interessante que tem me chamado a atenção, é que muitos colegas de profissão que viajam com bandas Brasil afora, comentam que a maioria das grandes locadoras de som já possuem mesas digitais à disposição.

Diante deste quadro o que fazer, não estou querendo dizer aqui que você precisa sair correndo para vender sua mesa analógica e comprar uma digital, não é isso, as mesas analógicas ainda estarão na batalha por muitos anos, porém esse é um processo sem volta, e mais cedo ou mais tarde, você vai se deparar com uma mesa digital e ai o que fazer?

A minha recomendação é que você procure um curso, onde se pode aprender os principios básicos de operação de uma mesa digital, se você já conhecem bem as mesas analógicas, muitos dos princípios serão aplicaveis, porém muitas coisas serão novidade. Ao final, você irá reconhecer quantas vantagens podemos tirar deste novo recurso.

Perguntas ? samuel-mattos@hotmail.com

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

008 - Cuidado com os Ouvidos


Som da Igreja – Edição nº 008



Gostaria de comentar hoje, algo que tenho observado em muitas igrejas e eventos que visito. Sei que é um tema polêmico: o volume alto que é imposto aos frequentadores dos cultos, encontros ou musicais.

Infelizmente instituiu-se a inverdade que som alto é sinônimo de som bom. Aí temos um problema de saúde pública, pois esses ouvintes são vítimas indefesas de algo prejudicial à saúde, pois já constatei encontros musicais onde o nível de áudio girava em torno de 100 decibéis.

Segundo dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, o ouvido humano suporta até 90 decibéis. A partir daí, já existe a possibilidade de uma pessoa apresentar lesão, muitas vezes irreversível, causando perda auditiva. O otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa, afirma que um indivíduo não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 decibéis de intensidade por mais de 8 horas. Esse tempo cai para 4 horas em lugares com 90 decibéis; 2 horas em locais com 95 decibéis e 1 hora onde a intensidade chega a 100 decibéis.

Dependendo do período de exposição, sons de intensidades superiores a 85 decibéis podem causar distúrbio de dupla perversidade, pois ao mesmo tempo em que compromete nossa capacidade auditiva para sons ambientais, pode causar ainda um sintoma contínuo e muito incômodo: o zumbido.

A lesão por ruído geralmente fere células do ouvido responsáveis pelas freqüências agudas. E é justamente nestas freqüências que estão concentrados os principais fonemas para o entendimento das palavras. Quando isto ocorre, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista para fazer o diagnóstico médico.

É muito comum que operadores de som, por ignorância ou imposição dos dirigentes, trabalhem com níveis excessivos de som com o pretexto de que um número maior de pessoas precisam ouvir a mensagem. A falta de preparo leva esses operadores a utilizarem a potência máxima dos sistemas tentando obter maior inteligibilidade. Nos dias de hoje, as potências em conjunto com ótimos alto-falantes, proporcionam facilmente altos níveis de pressão sonora.

Desde o início, minha intenção como colunista foi, mesmo que de uma forma bem básica, dar dicas a operadores de como obter o melhor som de seus sistemas, mesmo que eles sejam dos mais simples. Este alerta de hoje vem de encontro a qualidade de áudio e isto significa fazer com que a voz chegue aos ouvintes o mais claro possível e que os instrumentos possam ser reproduzidos com beleza e naturalidade sem agredir os ouvidos nem ficar acima do nível vocal.

Lembre-se! Nossos ouvidos são nossas melhores ferramentas. Use o bom senso, ouça bem os timbres antes de amplificá-los e tente reproduzí-los da maneira mais natural possível.
Até a próxima!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

007 - Monitoração de Palco

Já que nossos dois últimos assuntos foram mesas de som, uma das grandes ferramentas que ela proporciona ao operador de áudio é a possibilidade de implantação de um sistema de monitoração de palco.

O sistema se destina a enviar sinais de áudio como retorno aos músicos e cantores no palco, ou seja, independente do som que sai nas caixas de PA, um segundo áudio pode ser enviado ao palco com total independência um do outro.

Sendo assim, pode-se colocar caixas de retorno no palco (há modelos específicos para isso) retornando áudio, para que os músicos possam se ouvir melhor ou então usar retorno de ouvido.

Há duas maneiras de se fazer isso: usando apenas uma mesa de som, onde através da linha de auxiliares da mesa, envia-se sinais de áudio, independentes do som principal de volta para o palco. Ou então colocando-se uma segunda mesa de som, agora no palco, destinada a enviar sinais de áudio diretamente para os retornos de chão ou de ouvido. Nesta segunda configuração haverá a necessidade da instalação de um Multicabo Splitter – este cabo consiste em um T que recebe os sinais provindos do palco e os divide em dois, um para mesa de palco e o outro para mesa principal.

O Multicabo, com ou sem Splitter, consiste em uma caixa (Medusa) constituída de várias conexões, na maioria dos casos XLR fêmeas, onde deverão ser conectados todos os microfones e instrumentos. Através dele, os sinais serão enviados à mesa principal e/ou a mesa de palco, caso seja um splitter.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

006 - Continuando

Continuando o tema sobre o qual falamos no estudo anterior, quero falar sobre os caminhos que o áudio percorre quando entra na mesa de som.

Quando o áudio entra na mesa, o primeiro estágio pelo qual ele passa é o ganho, onde se determina a sensibilidade do nível que está entrando na mesa. Por exemplo, se a pessoa que está no microfone tiver uma voz fraca, haverá a necessidade de se ajustar o ganho para que o nível de áudio esteja num patamar aceitável para ser processado pelos próximos controles.

O excesso de ganho pode provocar distorção no áudio daquele canal. Já a falta de ganho provavelmente trará junto ao nível de áudio, um chiado característico.

Depois da seção de ganho, o áudio – na maioria das mesas – vai para seção equalizadora, onde pode se acrescentar ou subtrair freqüências, ou seja, mais
ou menos agudo, mais ou menos médios, mais ou menos graves.

Em seguida o áudio segue para a seção de auxiliares (ou efeitos). Os auxiliares servem para desviar o sinal para uma unidade processadora: reverbes, compressores, gates, etc. Neste ponto o sinal é desviado, para um processador externo e retorna ao mesmo ponto já com a alteração desejada.

Na próxima etapa, o áudio passa pelo pan-pot, botão panorâmico. Este botão tem um ponto central e pode ser movido totalmente para esquerda ou totalmente para direita. Este processo possibilita criar efeitos estéreo, movendo literalmente o som para esquerda ou para a direita.

Finalmente chegamos ao fader, o botão deslizante que controla o nível de áudio que sairá daquele canal para o Máster. O botão deslizante na posição totalmente para baixo, impedirá a passagem do som, e totalmente para cima propiciará resistência zero, deixando passar todo o sinal para o Máster.

Todo esse processo se repetirá em cada canal, sendo que a mixagem ocorre quando os níveis de cada canal são ajustado nos faders até que haja um equilíbrio entre eles. Por isso denominamos o consóle de “mesa de mixagem” onde cada canal será misturado com os outros, com os seu níveis mais alto, ou mais baixo, mais grave ou mais agudo, processado ou não, mais para a esquerda ou direita, e então serão enviados para o fader máster que por sua vez, o enviará para as suas saídas, onde seguirão o caminho já fora da mesa para continuar o processamento.

Sobre a continuidade do sinal que sairá da mesa de som, falaremos no nosso próximo encontro. Até lá!

Samuel

terça-feira, 19 de junho de 2007

005 - De Volta ao Inicio

Tenho recebido diversos e-mails de pessoas preocupadas com o som de sua igreja e que infelizmente não tem nenhum conhecimento sobre o assunto. Sendo assim, gostaria de trazer nesta coluna e talvez na próxima, alguns pontos básicos sobre o tema.
De que forma funciona um sistema básico de som? Através de uma cadeia formada por: captador (microfone, guitarra), pré-amplificador (mesa, mixer), periféricos (equalizador, reverber, etc.), amplificador (potências) e alto-falantes (caixas de som).
Ilustração 1


Podemos dizer que a mesa (ou mixer) é o centro nervoso de todo o sistema porque é nele que ocorrerão todos os ajustes necessários para a captação e amplificação de vozes e instrumentos. Depois de nivelados e misturados serão levados através dos amplificadores até as caixas de som.
Nas mesas de som encontramos basicamente dois tipos de entradas onde deverão ser ligados os microfones ou instrumentos (algumas possuem entradas específicas para CD players). Estas entradas são de baixa impedância – normalmente no padrão XLR ou Cannon para microfones e P10 ou Banana para instrumentos.
Ilustração 2
As mesas (ou mixers) possuem uma série de botões com finalidades específicas. Basicamente podemos destacar: controle de ganho, equalizadores, efeitos, panorâmico e faders.
Na maioria dos casos, o controle de ganho é o primeiro botão de cima para baixo e é responsável pelo ajuste de sensibilidade. Por exemplo, quem fala muito alto no microfone deve-se abaixar o controle de ganho.
Os Equalizadores nas mesas de som são em muitos casos constituídos de três botões: um de agudo, um de médio e outro de agudo. Neles, o operador deve buscar ajustar pequenas imperfeições no timbre da voz ou instrumento captado.
O botão de efeitos ou auxiliar serve para endereçar aquele canal a um periférico que esteja ligado a mesa de som. Por exemplo, processador de efeitos ou reverber.
O botão Panorâmico – pouco utilizado porque a maioria dos sistemas trabalha em mono não em stereo – possibilita jogar determinado microfone ou instrumento mais para esquerda ou mais para a direita nas caixas de som.
Finalmente os faders que ao contrário do que muitos pensam não é o volume de cada canal mas um limitador de nível. São aqueles famosos botões deslizantes que encontramos na maioria das mesas de som e que em sua posição totalmente para baixo significa que não estão deixando passar nenhum som; totalmente acima estão deixando o som passar em sua totalidade.
Não podemos deixar de lembrar, dos faders de máster, que normalmente em pares, controlam o nível geral que irão para o lado esquerdo ou direito do sistema.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

004 - Audio na Igreja - Inteligibilidade

Inteligibilidade

Conforme destaca o dicionário, essa palavra vem do adjetivo inteligível, que significa "compreender bem". O ser humano é capaz de ouvir as frequências compreendidas dentro do spectro de frequências de 20Hz até 20Khz. Como entender isso?
Imagine um teclado de piano: o lado que fica totalmente à esquerda representaria os 20Hz ou os sons graves. No lado totalmente à direita ficam os 20 KHz, ou, os sons agudos, na parte central estão os sons médios.
Sendo assim podemos dividir este espectro de frequências em Graves, Médios e Agudos, que por sua vez vão subdividir-se em Médios Graves, Médios Médios e Médios Agudos. Observe que nesta subdivisão os Médios foram subdivididos em Médios Graves, Médios Médios e Médios Agudos. É exatamente nesta região que encontramos as frequências que são melhor compreendidas pelo ouvido humano. A ciência descobriu que os cães e morcegos, por exemplo, ouvem frequências muito acima de 20 KHz, enquanto que os elefantes e baleias podem produzir sons muito abaixo dos 20 Hz.
É muito comum verificar-mos, em muitas equalizações, nas sonorizações de nossas igrejas, as regiões Médias normalmente muito atenuadas, e aí esta um grande problema, pois como já dissemos, nesta região está a maior parte das frequências que nosso ouvido compreende melhor. Nesta região está a voz humana, e a maioria dos instrumentos que fazem a parte harmônica da música, como violão, guitarra, piano, sax, etc.
Cabe então ao operador, treinar o seu ouvido para perceber quais são as frequências que devem ser destacadas, seja da voz ou dos instrumentos. Não esquecendo que a resposta (acústica) do ambiente pesa muito, sendo necessário então um equilíbrio de todos estes fatores.
Até a próxima !
Samuel Mattos 01/3/2007
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Est. A da RTM - 1998

003 - Audio na Igreja - Equalizando

Equalizando nº 003
Como falamos no ítem anterior, hoje iremos falar sobre equalização, porém antes precisamos compreender que a aplicação do equalizador em um ambiente a ser sonorizado,
tem a ver principalmente com a resposta de frequências que a acústica do ambiente tem. Explicando, cada ambiente tem um som próprio, alguns ressaltam frequências graves, outros médias e outras agudas, ai entra esta ferramenta que nos auxilia a corrigir os excessos que tanto prejudicam a boa audição nos ambientes onde vamos sonorizar.
Infelizmente devido principalmente às comuns reduções de orçamento na hora de se projetar uma igreja, acarreta que a construçã final terá gravíssimos problemas de acústica. Existem paleativos, como carpetes, cortinas grossas, até a colocação de material absorvente nas paredes com o intuito de se diminuir reverberações, ecos, e ressonãncias, e realmente em muitos casos, a colocação desses materiais consegue amenizar bastante esses problemas. Porém sempre será necessário fazer correções de frequência, com o nosso equalizador.
São váios os tipos de equalizador, shelving os mais comuns, paramétricos, encontrados em muitas mesas de som e gráficos. Através da análise acústica do ambiente, aplica-se o equalizador aumentando ou atenuando uma determinada frequência. Imaginemos um ambiente, onde através da análise acústica se observa que a região compreendida entre 200 Hz a 280 Hz, é
Muito audível, e que chega até a provocar ressonãncias e microfonias. O papel do equalizador neste caso é exatamente este, diminuir a frequência que estão sobrando. Um princípio básico, se esta faltando uma frequência acrescente, se esta sobrando atenue-a com o equalizador.
Na realidade o que estamos fazendo é exatamente equilibrar os excessos ou a falta de frequências . O ouvido humano com o tempo, tende a perder a sensibilidade nos estremo, graves e agudos, é o famoso efeito loudness, levando muitos operadores a reforçar essas regiões, porém é exatamente na região dos médio que esta localizada a voz humana e toda a parte de inteligibilidade, da próxima vez quero falar um pouco sobre inteligibilidade, até lá.

Samuel Mattos
09/feve/2007-02-09
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Estudio CS 1987

002 - Audio na Igreja - Microfonia

Um dos maiores "males " que afligem o operador de som em qualquer ambiente, é a
famosa microfonia, ou realimentação acústica.
A realimentação é um fenômeno eletro-acústico que ocorre devido a um desequilíbrio das freqüências que estão sendo projetadas num determinado ambiente.
A microfonia é identificada como um apito forte, que ocorre quando as ondas sonoras emitidas por um alto-falante são captadas e reamplificadas pelo microfone que as originou. Muitas vezes começa fraco e vai aumentado gradualmente até que uma das fontes sonoras seja interrompida, sendo assim temos: microfonia de graves que mais se parece com um apito de navio, a microfonia de médios, parecida com o som produzido por uma corneta, e a de agudos, a pior delas, pois atinge freqüências altas que podem até prejudicar a audição, se não for controlada a tempo.
Mas o que provoca a microfonia ? Como já disse é um desequilíbrio, que ocorre quando há excesso de volume em uma determinada freqüência. Por exemplo; quando ligamos um microfone próximo de um alto falante, o som captado pelo microfone, percorre um caminho, ou seja, entra pelo microfone, vai para a mesa de som, que o pré-amplifica e envia para os amplificadores que os enviam para as caixas de som. Quando esse sinal sai pelo alto falante, uma boa parte dele é nova mente captada pelo microfone, criando assim um ciclo vicioso. Até ai tudo bem pois esse ciclo é natural num sistema de reforço sonoro, porém quando uma determinada freqüência, seja de graves, médios ou agudos é excessiva, esse ciclo se tornará audível e crescente até que passe a ser ouvido e interferir na qualidade do sistema sonoro.
Uma maneira de amenizar este problema é evitando que os microfones fiquem posicionados de frente para o raio de emissão dos alto-falantes. Porém sabemos que a acústica do ambiente proporciona um ganho em determinadas frequências o que aumenta a possibilidade de causar microfonia.
Pretendemos mais adiante tratar da questão da acústica do ambiente, mas na próxima coluna quero falar sobre o uso dos equalizadores que são uma grande ferramenta no sentido de amenizar o problema da microfonia.

Samuel Mattos

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Com. Cristã Jundiaì - 2006

001 - Audio na Igreja - Introdução


Nº 001 - Introdução

Gostaria de conversar um pouco nesta coluna, sobre um problema que muitas igrejas enfrentam na maioria de seus cultos o som. As reclamações são sempre as mesmas: " esta muito alto, esta muito baixo, não entende-se nada do que se canta, que ruído é esse, o microfone esta falhando, não funciona, etc. "
O maior problema que verifico quando visito igrejas para avaliação de seu equipamento de som, é a falta de preparo das pessoas envolvidas na operação do som, dessas igrejas. Quero dizer que se não houver um mínimo de investimento nas pessoas que diretamente irão lidar com o equipamento, de nada adianta investimento em equipamento moderno e de qualidade. Costumo fazer a seguinte comparação; pode ser qualquer tipo de aeronave, um jato moderníssimo ou um teco-teco, se o piloto não estiver preparado o avião vai acabar caindo.
Existem hoje no mercado inúmeros cursos que preparam profissionais na área de operação de áudio, habilitando-os para executarem os trabalhos mínimos relacionados ao som da igreja, por isso
sempre aconselho a liderança da igreja a que se possível, patrocine ao candidato a operador da igreja, um destes cursos.
Nosso propósito nesta coluna é ajudar aqueles que não tiveram acesso a nenhum destes cursos,
ou que já tem conhecimento ou experiência na área, mas mesmo assim ainda encontra muita dúvida
no dia a dia de seu ministério de operador de som da igreja, sim ministério, considero que esta pessoa, assim como os músicos, ministros de louvor, pregador, evangelista, deva ter este chamado para atuar
nesta área.
Hoje vamos ficar por aqui e na próxima semana passaremos já, direto para um assunto importante dentro do nosso tema principal, som na igreja.

Samuel
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Estudio A da RTM - 2002